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Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Professor... eles falam falam

Vivemos, nos dias de hoje, tempos conturbados na escola pública portuguesa. Esta constante agitação, não é percebida nem compreendida – e será que querem? – por uma larga maioria da população. Passa a ideia que todos podemos falar de tudo e de todos, sem qualquer tipo de sustentação ou argumentação, e é fácil porque tudo se pode dizer ou escrever. Já ouvi e li coisas em blogues e fóruns que me fazem “trepar paredes”. Como é possível que tanta gente fale daquilo que não conhece. Dizem: “eles ganham muito, não fazem nada, são os meus impostos que pagam àquela gente, só têm férias, etc.”(1). A verdade é que ser professor vai muito além para ser compreendido por quem só tem ódio na cabeça e vive melhor quando vê alguém a ser estilhaçado constantemente na praça pública. Esquecem-se do mais importante, são os professores que cuidam, ouvem, brincam, acarinham, ensinam, aconselham, etc. São os professores que formam os filhos de quem tanto nos odeia, são os professores que, por contingências da própria profissão, têm de “prejudicar” sistematicamente a sua própria família. Mas abria aqui uns parênteses para dizer que como professor não abdico do meu papel de pai e encarregado de educação e faço diariamente um esforço para ser visto em casa como PAI. Se estivermos um pouco atentos, reparamos que algumas das tarefas desempenhadas hoje em dia pelos professores deviam ser desempenhadas exemplarmente pelos pais e encarregados de educação, que espero que não se demitam (a troco do "muito trabalho" que têm e das horas tardias a que chegam a casa) do seu importante papel de PAI. A verdade é que o esforço na tentativa de humilhação por parte de um grupo da sociedade portuguesa é contrastado com reconhecimento dos alunos. Era importante que esse grupo da sociedade portuguesa que tanto nos odeia fizesse terapia e reconhecesse o papel vital que têm os professores no desenvolvimento de uma sociedade justa, equilibrada e sábia. Nós, professores, iremos continuar a lutar para defender a escola pública e os nossos alunos sem que sejamos “atropelados”, “estilhaçados” ou “usados”. Imagine uma sociedade sem professores…

 

(1) Ser professor é ganhar em termos líquidos e a meio da carreira perto de 1350€ (e também pagamos os nossos impostos!), é não ter um horário de trabalho estabelecido, com reuniões e mais reuniões e mais reuniões e a maior parte delas a decorrer à noite, é ter as férias que todos têm (claro que vão falar nas interrupções lectivas, mas interrupções lectivas não são férias. Nesse período os professores também trabalham e muito!). Os professores também têm consciência da importância da formação e esta é realizada essencialmente nos períodos de interrupção lectiva ou aos sábados.  

 

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publicado por ricardo_te às 12:36
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