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WEB X.0

 
 
 
A evolução da Web (Fonte: Radar Networks, http://www.radarnetworks.com)
 
 
O conceito de WWW (World Wide Web) foi desenvolvido por Tim Berners-Lee. É um sistema para criar, organizar e interligar documentos, permitindo que estes fossem facilmente pesquisáveis na Internet (Friedman, 2007).
Este conceito de WEB não pára de evoluir. Quando esta surgiu era uma Web estática, os utilizadores eram consumidores de conteúdos, predominava o html para conceber páginas e o acesso era feito por dial up, estávamos na era da Web 1.0. Depois a Web começou a ter movimento, som e imagem, surgindo novas ferramentas que permitiam que qualquer pessoa criasse o seu site pessoal ou tivesse o seu blog. O utilizador passou de consumidor a produtor de conteúdos, criando-os e partilhando-os. As “dot-com” tiveram um crescimento exponencial e o acesso à "internet" passou, em larga escala,  a ser feito por banda larga, é a era em que estamos actualmente, ou seja, é a era da Web 2.0.
O termo Web 2.0 foi utilizado pela primeira vez em 2004 por Dale Dougherty, vice-presidente da O’Reilly Media Inc. durante uma discussão sobre uma possível conferência sobre a Web (O´Reilly, 2005). A definição de Web 2.0 parece não ser consensual, no entanto, Anderson (2007) refere que uma breve definição de Web 2.0 poderia ser: “um conjunto de tecnologias associadas aos termos: blog, wiki, podcast, rss, feeds, etc. que facilita uma conexão mais social da Web e onde toda a gente pode adicionar e editar informação”.
Este novo conceito, Web 2.0, é contextualizado numa nova geração de aplicações Web, onde tudo está acessível.
 Para Carvalho (2007), “as pessoas deixam de precisar de ter o software no seu computador porque ele está disponível on-line, facilitando a edição e publicação imediatas, como a Wikipedia, o wiki, o podcast, o blog.”.
Na Web 2.0, surge um conceito que “quase” a define, o conteúdo colaborativo. É também possível disponibilizar APIs (Application Programing Interface) públicas para que os utilizadores possam fazer “mashups” nos seus sites e blogs.
 
 
Web 2.0
 
As empresas que estão presentes na WWW estão a melhorar, a cada dia que passa, os serviços disponibilizados para os utilizadores. As empresas querem conhecer melhor o que procuram os utilizadores e com quem se relacionam, sendo assim, possível conhecer com mais rigor os interesses destes. Existem actualmente muitos serviços gratuitos e os utilizadores já têm acesso a informações e a promoções de acordo com os seus interesses.
Estamos na era em que a Web 3.0, ou Web semântica”, começa a surgir ou a emergir. A respeito da Web semântica, Berners-Lee (1999), o criador da Web, referia “ sonho com uma internet, na qual os computadores, sejam capazes de analisar toda a informação on-line, os conteúdos, os links e transacções entre indivíduos e computadores”, sonhava ou profetizava o aparecimento de uma Web semântica.
“ I have a dream for the Web [in which computers] become capable of analyzing all the data on the Web – the content, links, and transactions between people and computers. A ‘Semantic Web’, which should make this possible, has yet to emerge, but when it does, the day-to-day mechanisms of trade, bureaucracy and our daily lives will be handled by machines talking to machines. The ‘intelligent agents’ people have touted for ages will finally materialize.” , Tim Berners-lee, 1999
A Web Semântica é uma Web de dados. Existem grandes quantidades de dados que nós usamos todos os dias, e estes “não fazem parte” da Web. Posso ver a minha conta bancária na Web, ver as minhas fotografias ou vídeos, e posso ver as minhas anotações num calendário. Mas será que posso olhar para o calendário e saber que fotos vi e em que dias é que isso ocorreu?
Por que não? Porque não temos uma rede de dados. Uma vez que os dados são controladas por aplicações, e cada aplicação mantém-nos unicamente para si.
A Web Semântica é acerca de duas coisas. É sobre formatos comuns de integração e combinação de dados provenientes de diversas fontes, onde na Web original estava concentrado, principalmente, no intercâmbio de documentos. É também sobre a linguagem utilizada para gravar como os dados se relacionam com os objectos do mundo real. Permite a uma pessoa, ou uma máquina, começar numa base de dados, e depois percorrer um sem fim número de bases de dados que estão ligadas, não por fios, mas por assuntos.
Quando uma página é criada, é lida por pessoas (os utilizadores da Web), mas com a Web 3.0, não serão os únicos a lerem e a interpretarem a informação nelas contidas, as “máquinas” também terão essa capacidade e poderão actuar com base na informação existente.
(Berners-Lee, Hendler & Lassita, 2001) referem que a “web semântica é uma extensão da web actual na qual a informação terá significados bem definidos que permitirá a cooperação entre homens e máquinas”.
O conceito de Web está em constante evolução e para já a Web 3.0 será a Web do futuro onde a “máquina pode pensar”. Que implicações terá a Web 3.0? Veremos...
   
Referências Bibliográficas
 
 
ANDERSON, Paul (2007). What is Web 2.0? Ideas, Technologies and Implications for education. JISC, Technology & Standards Watch. Consultado em 14 de Março de 2008 em http://www.jisc.ac.uk/media/documents/ techwatch/tsw0701b.pdf.
 
BERNERS-LEE, Tim e Fischetti, Mark (1999). Weaving the Web. HarperSanFrancisco, chapter 12.
 
BERNERS-LEE, Tim & HENDLER, James & LASSITA, Ura (2001). The Semantic Web. A new form of Web content that is meaningful to computers will unleash a revolution of new possibilities.Consultado em 30 de Dezembro de 2007 em http://www.sciam.com/article.cfm?articleID=00048144-10D2-1C70-84A9809EC588EF21.
 
FRIEDMAN, Thomas L. (2007). O Mundo é Plano.Uma história breve do século XXI. Edição actualizada e Ampliada, 7º Edição. Editora Actual.
 
CARVALHO, A. A. A. (2007). Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário: dos Recursos e Ferramentas Online aos LMS. Sísifo, Revista de Ciências da Educação, número 3, pp. 28.
 
O’REILLY, T. (2005). What is Web 2.0. Design patterns and Business models for the next generation of Software. Consultado em 30 de Dezembro de 2007 em http://www.oreillynet.com/lpt/a/6228.
 
O’REILLY, T. (2005). What is Web 2.0. Design patterns and Business models for the next generation of Software. Consultado em 30 de Dezembro de 2007 em http://www.oreillynet.com/lpt/a/6228
 
 
 
publicado por ricardo_te às 22:25
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Domingo, 9 de Dezembro de 2007

Reflexão - Plano Tecnológico para a educação e Educação Online: fundamentos, práticas e desafios

No passado dia 23 de Novembro assisti a uma reunião – Plano Tecnológico para a educação e no dia 7 de Dezembro a uma conferência dada pela Profª Elizabeth Almeida (Professora da PUC/SP, Departamento Ciência da Computação e Programa de Pós-Graduação em Educação), subordinada ao tema Educação Online: fundamentos, práticas e desafios.
Foram duas sessões enriquecedoras que permitiram a partilha de ideias e que me fizeram reflectir sobre algumas questões. Relativamente ao Plano Tecnológico para a Educação, que o considero, um tanto ambicioso, penso que traduz a mudança que hoje em dia se deve efectuar na educação, que continua muito centrada na transmissão de conhecimentos/informação e que deve passar a ser dirigida para a procura do conhecimento/informação. As metas a atingir até 2010 pressupõem que os professores comecem a mudar as suas práticas e aqui sabemos que as resistências são muitas sendo a iliteracia informática um primeiro obstáculo a ultrapassar. Penso que o maior desafio está nos professores, na sua formação, e não nos recursos. Podemos ter muitos recursos mas se não os utilizarmos ou não os soubermos utilizar na mudança das nossas práticas estes não servem para muito. O desafio na formação é muito grande pois temos um corpo docente com diferentes capacidades no domínio da tecnologia e essa formação tem que tentar chegar a todos, sei que com persistência e com vontade lá chegaremos.
Durante a sessão assistimos a três bons exemplos, que caracterizam uma nova era na educação, centrada na procura da informação e na construção do conhecimento.
Na sessão do dia 7 de Dezembro, começamos por constatar que existem diferenças muito grandes entre a educação no Brasil e a educação em Portugal.
A Profª Elizabeth Almeida, fez um enquadramento da realidade brasileira e justificou o porquê da educação online no brasil.
Gostaria de partilhar algumas frases ditas pelo Professor Doutor Paulo Dias e pela Professora Doutora Elizabeth Almeida, que no meu entender, são bastante esclarecedoras.
Educação não é ausência, é a construção de outras formas de presença”
“A Educação como transmissão de informação vs Educação como construção do conhecimento”
“ Contextos vão dar origem a conteúdos”
“ A tecnologia é um instrumento para pensar com”
“A escola é um espaço de transformação de informação em conhecimento”
 
O grande desafio é mudar as práticas actuais dos nossos professores, incentivá-los, motivá-los, valorizá-los e acompanhá-los neste desafio de transformar a escola como espaço de transformação de informação em conhecimento.
publicado por ricardo_te às 18:50
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